Boas-novas para os usados

Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas

A Caixa Econômica Federal anunciou no dia 8 de março o aumento do percentual da linha de crédito para quem quer comprar um imóvel usado. Desde o ano passado, estava financiando 50%. Agora são 70% para trabalhadores da iniciativa privada e 80% para funcionários públicos. Mas não saia comemorando #partiucasaprópria que lá vem as restrições.

Para usufruir desse crédito, você não pode recorrer ao fundo de garantia (FGTS). A opção é pelo sistema de poupança e empréstimo (SBPE), tem de ter 30% da entrada (no caso de não ser funcionário público), comprovação de renda e, principalmente, nome limpo. A taxa de juros não está assim tão atraente, perto dos 9,8% mais TR, mas ainda são as menores do mercado, se comparado com as dos outros bancos.

A presidente da Caixa, Miriam Belchior, acredita que esta oferta de crédito para o usado, movimentará o mercado imobiliário de usados e incrementará a venda dos novos. “Para comprar um imóvel novo, a pessoa precisa vender o antigo, e com isso também incrementará a construção”, assegura. Mas também não adianta sair correndo para fazer simulação no site da Caixa, porque essa medida só entrará em vigor, de acordo com a assessoria de imprensa, na segunda quinzena de março.

E é bom mesmo que tenham compradores para imóveis novos, pois de acordo com estudo realizado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram lançadas na capital paulista 956 unidades residenciais verticais e horizontais em condomínios em janeiro deste ano, 75,09% a mais do que as colocadas à venda no mesmo mês de 2015 (546 unidades) e 25,27% menos que as lançadas em janeiro de 2014 (684 unidades).

Que esta e outras medidas venham fortalecer o mercado imobiliário, pois o negócio tá feio. Na solenidade de posse do novo presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), Flavio Amary, ele foi enfático aos destacar que, nos últimos dois anos, foram eliminados 313 mil postos de trabalho no setor imobiliário. Aproximadamente, 500 vagas por dia! Em igual período, a construção civil desativou 650 mil empregos formais. “Nesse ritmo, a taxa de desemprego no Brasil deve superar os 10% previstos para 2016. No ano passado, a população desocupada chegou a 9 milhões de pessoas”, destacou.

Mas vamos acompanhar para assegurar se, com a oferta de 70% do financiamento, a Caixa aumenta a sua carteira de concessão de crédito para que tenhamos mais pessoas conquistando sua tão sonhada casa própria.

 

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