Xô, depressão!

Foto: Gildo Mendes/Estadão

Na terça-feira, dia 12, o Estadão e o Secovi promoveram o Summit Imobiliário Brasil 2016, um dos eventos mais importantes do segmento. Com abertura de Francisco Mesquita (foto), diretor Comercial do jornal, que mostrou um saudoso acervo de peças publicitárias para discorrer sobre como se anunciava imóveis antigamente, e do atual presidente do Secovi, Flavio Amary, que aproveitou o microfone para mostrar a posição do sindicato da habitação favorável ao impeachment da presidente Dilma. As exposições seguintes mostraram um cenário do setor que parecia que ninguém queria ver.

Talvez pelos dias tensos e de indecisões politicas, poucos se animaram com a palestra de Kennet Caplan, e dos expositores do painel O Olhar do Investidor Internacional, Arthur D’ Hauteville, Daniel Cherman e Roberto Perroni, que trataram de falar sobre como Brasil é cobiçado por investidores internacionais que identificam aqui grandes oportunidades.

No painel seguinte, Onde Está o Mercado, André Freitas, Marcos Lopes, Gilberto Duarte e Rodrigo Luna apontaram que o diabo não anda tão feio quanto se desenha. Uns defenderam que há credito suficiente para financiar o mercado imobiliário, outros, que basta ter o produto certo para o consumidor e com preços justos, pois o cenário é tranquilo, é favorável, parafraseando o tal do mc Bin Laden.

No período da tarde, só pude acompanhar um dos quatro painéis realizados no evento, que foi Negócios na Era Digital, conduzido pelo jornalista Renato Cruz. Nele, três lindos, bem-sucedidos e articulados jovens, mostraram como souberam, em momentos de crise, criar startups (empresas de plataformas tecnológicas para o mercado imobiliário) e se darem bem na vida.

O último painel, Tendências: as novas maneiras de morar, foi sobre o que mais prega este blog: em 30 ou 500 metros quadrados, o importante é ser feliz. Mas, infelizmente, a nuvem cinza da depressão a que todos estamos sujeitos impediu que o Summit Imobiliário Brasil 2016 brilhasse e trouxesse propostas e soluções possíveis para a tão sonhada conquista do seu metro quadrado.

Recuso-me a aceitar a frase de Armínio Fraga, tão indigesta após o almoço, “se não piorar, já está bom”. Prefiro continuar acreditando que, como os demais palestrantes mostraram, temos sim, chances de crescer mais e grandes oportunidades. Xô baixo astral, deu pra ti.

 

Um comentário sobre “Xô, depressão!

  1. Marcos Moura Responder

    Parabéns pela reportagem !!!

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